Um hectare de terra pode produzir até 320 toneladas de pescado/ano; já a bovinocultura produz 0,12 tonelada de carne

 

Em 2016 a piscicultura nacional viu crescimento da produção. Saltou para mais de 640 mil toneladas. Contra 638 mil do ano anterior. O destaque ficou por conta do Estado do Paraná que teve salto de 17%. Os números da Peixe BR refletem o bom momento da atividade e do consumo de pescado no país, mesmo diante de uma economia ainda em crise.

 

Este crescimento também vem ganhando respaldo nos lares do Brasil. Segundo as consultorias Nielsen e Euromonitor, o peixe em conserva teve grande destaque. Apresentou alta nas vendas acima da inflação. Ultrapassou a marca de 13% de crescimento e fixou sua presença em lares do país.

 

O estudo aponta que 36% do consumo da sardinha em lata atualmente vem da classe A. Já o atum enlatado vê 47% de seu consumo ser feito pelas classes A/B, e 44% pela classe C.

 

A tilápia também observou números vultuosos nos últimos anos. Entre 2005 e 2015, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção cresceu mais de 200% no período (média de 10% ao ano) E em 2016, também fechou com crescimento de 9,7% na produção.

 

O brasileiro, aos poucos, vêm descobrindo cada vez mais o sabor do pescado. Em 2013, com o boom de restaurantes japoneses, ocorreu um salto significativo no setor de food service. Na época chegou-se a noticiar que São Paulo possuía  “mais sushis do que churrasco”.

 

 

 

 

Consumo, sustentabilidade e saúde
A indústria, por sua vez, ganha fortes aliados para a permanência do crescimento do consumo. Além da diversidade de sabor – pela farta opção de peixes e frutos do mar – o fator sustentabilidade também vem sendo primordial.

 

Para cada hectare de terra, hoje, podem ser geradas até 320 toneladas de pescado por ano, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. Enquanto que, para a bovinocultura, cada hectare produz apenas 0,12 tonelada de carne por ano. Uma diferença discrepante. E um consumo muito mais sustentável.

 

 

Em termos de saúde então pescado é líder absoluto. Sendo o ômega-3 um dos seus principais nutrientes. O pódio é praticamente onipresente. Diversas associações médicas recomendam o consumo diário desta gordura, como fator primordial para o bom funcionamento do cérebro e do coração. 

 

Mesmo com todos esses aspectos positivos (diversidade de sabor e preparo; sustentabilidade; e benefícios à saúde) ainda estamos aquém do consumo de pescado no mundo.

 

No Brasil o consumo per capita não chega a 10kg. Enquanto a média mundial está próxima de 20kg. Todavia, segundo levantamento da especializada Seafood Brasil, hoje existem muitos frigoríficos aptos a manipular pescado no páis registrado no Serviço de Inspeção Federal.

 

Dados provam que há, portanto, um vasto potencial para crescimento de produção. E consequentemente de consumo de pescado no dia a dia do brasileiro.

 

A Semana do Peixe tem patrocínio e apoio das seguintes empresas e instituições:

Patrocinadoras – Abipesca; Alaska Seafood; CNA; CONEPE; Dempi; Geneseas/Dell Mare; ABRAPES; Conselho Norueguês da Pesca; Opergel; PeixeBR, Nordsee, Frescatto, São Rafael Câmaras Frigoríficas, Copacol, Kanemar, Gomes da Costa, Coqueiro/Pescador e Sipesp. Apoio Institucional – Abrasel; Abras; Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva; Federação de Pesca Esportiva de SP; Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva; Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SP; Ceagesp; Fiesp; Sebrae; Embrapa; Instituto da Pesca e Secretaria de Aquicultura e Pesca/MDIC.